domingo, 2 de setembro de 2018

Verde

O tempo corrói o que há de bom
Verde, verde, verde, verde
Foi tudo que consegui enxergar 
E afundei, afundei, afundei...

Quando voltei do meu mergulho
Não era nada além de um lago raso
Era fácil de sair e quente demais 
Não era nada além do meu pensamento 

Mas o cheiro continua em mim
Como tatuagem na pele 
E como sei que vai desaparecer
Cada respiração é um tormento 

O tempo destruiu tudo que foi bom 
Preto, preto, preto, preto 
É tudo que sempre consegui enxergar 
E afundo, afundo, sem volta



Cada poesia é para alguém. E essa é para você. O adeus que pira.

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Natal, RN, Brazil
Eu não faço sentido, sou uma crase num ás de copas, uma tesoura sem ponta em meio à linhas de costura, uma flor sem pétalas perante às tropas. Eu faço sentido, de cabeça pra baixo com Cazuza no fone, três metros de fio dental e uma panela de brigadeiro transcendental.

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