Talvez tenha chegado à hora de falar de você.
Você mesmo cuja face eu não conheço, mas sei que existe.
Você cujo nome eu não sei, mas sei que também me ama.
Você mesmo que nem ao menos sei se existe, mas mesmo assim, conheço-o.
Paro meus dias em pensamento que se resumem a:
Será que você também está olhando pra esse céu azul?
Será que você também está lembrando de mim agora?
Mesmo que você nem saiba meu nome.
Mesmo que você nem saiba se eu existo – mas, de fato, eu existo!
Olhando as folhas, enquanto espero, peço a cada uma delas que enviem o vento até você.
Imagino para cada ponto de luz do sol e verde da copa, seu sorriso ou suas lágrimas.
Não o tenho como perfeito ou alguém feito para mim ou igual a mim.
Mas sei que você sabe conversar, entender, aceitar. Sabe rir das coisas que eu rio. Sabe amar as coisas que eu amo. Sabe acatar decisões, defeitos e dificuldades minhas.
Pensando assim, chego até a duvidar se você existe, mas no fundo sei que sim.
Será que você também está esperando por mim?
Onde estará? Olho pros lados tentando te encontrar no meio da multidão anônima.
Comunico-me com você por telepatia, pelo vento, pelo sol, pela lua, pela chuva.
Será que você está bem agora? Feliz agora?
Suspiro acordada em pensamentos que se remete a:
Será que você também está desejando para cada pedacinho do céu um pouco mais de amor?
Será que você também está sofrendo por não sofrer de amor?
Será que você também está me chamando mudamente pelas esquinas e procurando meu telefone no catálogo?
Se eu ao menos soubesse o seu nome.
Ou onde você mora.
Ou com quem você namora.
Ou o quanto me ama.
Se eu ao menos soubesse se você existe
Se eu ao menos soubesse...
Produções escritas ou mero retrato social de um jovem em pleno exercício no séc. XXI. Desde os meus textos mais técnicos, até minhas poesias e textos que retratam um dia-a-dia cujas perguntas ainda precisam de respostas.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
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- Natal, RN, Brazil
- Eu não faço sentido, sou uma crase num ás de copas, uma tesoura sem ponta em meio à linhas de costura, uma flor sem pétalas perante às tropas. Eu faço sentido, de cabeça pra baixo com Cazuza no fone, três metros de fio dental e uma panela de brigadeiro transcendental.