As pessoas hoje em dia precisam de declarações que julgo tão
extremas.
“Você é toda
minha vida”
“Não existo
sem você”
“Sou capaz
de tudo pelo nosso amor”
Fazendo um resumo, pensando ainda com o coração e não com a razão,
combaterei o extremismo.
Não quero alguém que me considere sua vida. Quero alguém com uma
vida e que goste de vivê-la. O importante é ser a parte mais importante da
vida do outro.
Não quero alguém que não exista sem mim. Quero alguém que se dê
bem e seja feliz sem mim, naturalmente. Mas quero ser a maior
felicidade dentre todas as demais, no fim do dia ou no começo dele. Aquele
farol que, quando você olha, sabe exatamente para onde vai e da onde veio.
Na realidade, as frases não são repugnantes, erradas ou
distorcidas. Mas somos tão exagerados. Quero dizer, não é preciso dar a
vida pelo outro para dizer que se ama.
É que, a meu ver, o simples é sempre o mais importante e o mais
tocante nessa vida.
É como uma música que adoro:
“Por ter lhe
encontrado
Por ser
capaz de tocar o seu cabelo
Por ter lhe
encontrado
E ter sido
capaz de respirar olhando para você
Por ter lhe
abraçado
E ter sido
capaz de deixar as lágrimas cairem nas dificuldades
Sou tão
afortunado”
“Por ter lhe
encontrado
E por ter
sido capaz de dividir refeições com você
Por ter lhe
encontrado
E por ter
sido capaz de segurar suas mãos até ficarem dormentes
Por ter lhe
abraçado
E por ter
sido capaz de lhe confortar mesmo que não ajudasse
Sou tão
afortunado”
Me sinto tão afortunada por ter saber que os simples momentos de felicidade
que importam.
O pão dividido com coca-cola do Extra. A jujuba com refrigerante
de uva (refeição corante). Todos os bilhetes trocados clandestinamente durante
as aulas. A paisagem apreciada com quem se ama. O bolo assado de madrugada. As
risadas no carro igual as Gilmore Girls. E sou muito afortunada por ter
conhecido essa música: “It’s so fortunate” de Lee Juk.
Bom domingo.
