Cansada.
Saudade dos amigos. Gostaria de jogar conversa fora como nos velhos tempos. Sem
nenhuma sombra de preocupação (uma vez), só uma imensa ânsia e sonhadora esperança do que
o futuro tinha preparado por vir. Numa rosquinha ao relento. Bronzeado natural.
Numa barulhenta praça de alimentação com uma moeda por pessoa. Sorrisos
gratuitos.
Existem
homens que vivem para relembrar a infância, vivendo uma vida imatura e infantilizada. Talvez eu esteja condenada a
reviver aqueles momentos que – como de praxe – não sabia serem os mais felizes
que teria. De fato, quantas pessoas vão
se perdendo pelas curvas da vida? E quantos reencontramos e perdemos, e
reencontramos? Vida andarilha. Edena
Ruh?
Como se encontrasse Marcos do Percurso, me vi obrigada a parar. E uma guinada estar por vir
na minha vida. Meu peito arde de expectativa, preocupação (de novo); animação e mais uma
dose de preocupação, só pra variar. Mas mesmo assim, me pego tendo saudades da
mesa de pedra e do biscoito de um real e cinquenta centavos tão abundatemente
partilhado.
Quando
algo é verdadeiro, permanece. Não se perde na fumaça do tempo, nem se afasta na
física distância a qual é imposta. É
necessário agradecer. Pois conhecer algo de verdadeiro na vida é raro. Tão raro
quanto Pedras-de-Atrair. Tão raro quanto amor verdadeiro correspondido (Denna). Quanto
tirar uma fotografia com um dinossauro ou aprender o nome do vento com Mestre Elodin...
Gostaria de escrever melhor sobre isso. Algo a altura. Simplesmente melhor. Mas o que escrevo agora é verdadeiro, então deve bastar.

