O tempo corrói o que há de bom
Verde, verde, verde, verde
Foi tudo que consegui enxergar
E afundei, afundei, afundei...
Quando voltei do meu mergulho
Não era nada além de um lago raso
Era fácil de sair e quente demais
Não era nada além do meu pensamento
Mas o cheiro continua em mim
Como tatuagem na pele
E como sei que vai desaparecer
Cada respiração é um tormento
O tempo destruiu tudo que foi bom
Preto, preto, preto, preto
É tudo que sempre consegui enxergar
E afundo, afundo, sem volta
—
Cada poesia é para alguém. E essa é para você. O adeus que pira.
