quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Você teve essa sensação?




E se um dia você acordasse e não lembrasse mais quem você é?
Quais são seus valores? O que é importante para você?
Quais seus objetivos? Sonhos? Desejos?
A cada passo, uma descoberta. Se você sequer lembrasse sobre a teoria da gravidade?
Se a cada palavra, você se questionasse sobre sua necessidade, eficácia, significado?
Foi bom o bastante? Eu fiz o possível? Eu ainda sou eu?
Quem eu sou?

E se um dia você acordasse para apresentar seu trabalho e tudo que estudou sumisse da sua mente?
Os textos decorados. A pesquisa feita. Os slides enfeitados. Nada. Sequer um rabisco.
E se seus cálculos estiverem com as unidades erradas? Se a álgebra mudasse inexplicavelmente sem que você se desse conta?
Não tenho mais capacidade? O problema é comigo?
O que eu vou falar na frente de todo mundo?
Como eu vou explicar isso depois?

E se você acordasse e não soubesse mais ler?
Você quer aumentar a temperatura do seu quarto, mas você não sabe em que botão apertar.
Você quer se localizar na rua, mas a placa não tem utilidade para você.
Você quer ler o cardápio, mas tudo que pode fazer é apontar para a foto.
Como você iria se sentir? O que você iria fazer?

Essa sensação. Você já teve?


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Natal, RN, Brazil
Eu não faço sentido, sou uma crase num ás de copas, uma tesoura sem ponta em meio à linhas de costura, uma flor sem pétalas perante às tropas. Eu faço sentido, de cabeça pra baixo com Cazuza no fone, três metros de fio dental e uma panela de brigadeiro transcendental.

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