domingo, 13 de maio de 2012

O simples amor

Tenho um estranho senso do que é o amor.


As pessoas hoje em dia precisam de declarações que julgo tão extremas.  


“Você é toda minha vida”

“Não existo sem você”

“Sou capaz de tudo pelo nosso amor”


Fazendo um resumo, pensando ainda com o coração e não com a razão, combaterei o extremismo.


Não quero alguém que me considere sua vida. Quero alguém com uma vida e que goste de vivê-la. O importante é ser a parte mais importante da vida do outro.


Não quero alguém que não exista sem mim. Quero alguém que se dê bem e seja feliz sem mim, naturalmente. Mas quero ser a maior felicidade dentre todas as demais, no fim do dia ou no começo dele. Aquele farol que, quando você olha, sabe exatamente para onde vai e da onde veio.


Na realidade, as frases não são repugnantes, erradas ou distorcidas. Mas somos tão exagerados. Quero dizer, não é preciso dar a vida pelo outro para dizer que se ama.


É que, a meu ver, o simples é sempre o mais importante e o mais tocante nessa vida.


É como uma música que adoro:


“Por ter lhe encontrado

Por ser capaz de tocar o seu cabelo

Por ter lhe encontrado

E ter sido capaz de respirar olhando para você

Por ter lhe abraçado

E ter sido capaz de deixar as lágrimas cairem nas dificuldades

Sou tão afortunado”


“Por ter lhe encontrado

E por ter sido capaz de dividir refeições com você

Por ter lhe encontrado

E por ter sido capaz de segurar suas mãos até ficarem dormentes

Por ter lhe abraçado

E por ter sido capaz de lhe confortar mesmo que não ajudasse

Sou tão afortunado”


Me sinto tão afortunada por ter saber que os simples momentos de felicidade que importam. 


O pão dividido com coca-cola do Extra. A jujuba com refrigerante de uva (refeição corante). Todos os bilhetes trocados clandestinamente durante as aulas. A paisagem apreciada com quem se ama. O bolo assado de madrugada. As risadas no carro igual as Gilmore Girls. E sou muito afortunada por ter conhecido essa música: “It’s so fortunate” de Lee Juk.


Bom domingo.



Um comentário:

Unknown disse...

SAUDADE do pão com coca-cola.


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Natal, RN, Brazil
Eu não faço sentido, sou uma crase num ás de copas, uma tesoura sem ponta em meio à linhas de costura, uma flor sem pétalas perante às tropas. Eu faço sentido, de cabeça pra baixo com Cazuza no fone, três metros de fio dental e uma panela de brigadeiro transcendental.

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