terça-feira, 20 de maio de 2008

Eu sou...

Sou uma pagina em branco, um piano fechado.
Uma tela desligada, cama desarrumada.
Violão desafinado, uma criança perdida.
Sou uma noite sem estrelas, lagrimas insistentes.
Um deserto sem oásis, ferida aberta.
Musica sem melodia, uma escuridão sem fim.
Sou uma dor de morte, um quadro iniciado.
Uma perola solitária, rosto sem sorrisos.
Cachoeira gelada, uma alma sem alivio.
Sou uma chuva ininterrupta, um caminho sem mapa.
Uma saudade sem fim, medo sem conforto.
Busca desenfreada, um corpo sem dono.
Sou um olhar a desviar, umas palavras interrompidas.
Uns amores indissolúveis, descobertas sem volta.
Afeto contido, umas tardes chorando.
Sou uma semana sem dormir, uns telefonemas ignorados.
Um fim anunciado, templo cerrado.
Morango mordido, uma sala vazia.
Sou uma foto rasgada, uns lábios sem cor.
Um livro abandonado, flor despetalada.
Frio eterno, uma viagem acidental.
Sou um lençol rasgado, um chuveiro ligado.
Um apetite voraz, copo transbordando.
Cabelos despenteados, uns vidros quebrados.
Sou uma janela fechada, uma falta de alegria.
Um ciúme surpreendente, vontade abafada.
Sangue derramado, uma ave abatida.
Sou uns gritos surdos, umas rugas a mais.
Uma mente acelerada, arvore desfolhada.
Amor tão velado, um desejo indomável.
Sou uma loucura crescente, uns passos acelerados.
Uma falta de paciência, vida incompleta.
Pecado imperdoável, um momento já esquecido.
Sem você eu não sou...


Autor desconhecido

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Natal, RN, Brazil
Eu não faço sentido, sou uma crase num ás de copas, uma tesoura sem ponta em meio à linhas de costura, uma flor sem pétalas perante às tropas. Eu faço sentido, de cabeça pra baixo com Cazuza no fone, três metros de fio dental e uma panela de brigadeiro transcendental.

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