O sinal da escola toca.
- Mateus, o que é o amor?
- É você, lindinha!
- Sério, Mateus!!!
- O amor é está com quem você gosta, num momento único e singular.
- Só se ama quando se vive um momento, Mateus?
- Eu também amo em pensamento, Silvia.
- Pensamento é um momento?
- Não, pensamento é pensamento e momento é momento.
- E o que seria pensamento e momento?
- Pensamento é aquilo que você pensa! E momento é uma ocasião, uma circunstancia num dado tempo. ? Disse depois de pensar um pouco.
- Pensamento e momento têm algo em comum?
- Todos eles são passageiros, rápidos.
- Todo pensamento é passageiro e rápido?
- Todo momento é! Pensamentos também.
- Mas não existem pensamentos que persistem por anos e anos?
- É, você me pegou. Existem mesmo, desde o tempo dos Dinossauros!
- Dinossauros pensam, Mateus?
- Não sei lindinha, pensam?
- Eu lhe perguntei. E quem criou os dinossauros podia responder!
- E quem criou, sei lá... Ih, Silvia, isso é papo de religião, é?
- Não, acho que não. Então a gente não sabe quem criou os dinossauros.
- Acho que foi Deus então. Sei lá, não entendo isso bem não.
- Existe uma força criadora, né, Mateus, que move isso tudo?
- Deve haver, Silvia. Algo que une todos nós e tudo o que existe num mesmo timbre.
- Você está falando da sua guitarra, Mateus!
- Não, gatinha! É sério! Algo que vibra nos pensamentos, permite todos os momentos, cria todas as coisas. Não sei se há explicação pra isso.
- Você já pensou sobre isso, Mateus?
- Não lembro... Acho que nunca me dei ao trabalho. Mas se houver um regulador de tudo nesse mundo... Você já parou para pensar o que seria?
- Já sim, Mateus.
- E o que seria aquilo que regula, cria e desfaz todas as coisas e não-coisas? Quem seria(m) o(s) dono(s) dos princípios que regem o Universo?
- Diria que é o amor, Mateus.
- E o que é o amor, Silvia?
O sinal espalha-se pelos corredores...

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