domingo, 18 de maio de 2008

Diálogo Socrático

O sinal da escola toca.



- Mateus, o que é o amor?

- É você, lindinha!

- Sério, Mateus!!!

- O amor é está com quem você gosta, num momento único e singular.

- Só se ama quando se vive um momento, Mateus?

- Eu também amo em pensamento, Silvia.

- Pensamento é um momento?

- Não, pensamento é pensamento e momento é momento.

- E o que seria pensamento e momento?

- Pensamento é aquilo que você pensa! E momento é uma ocasião, uma circunstancia num dado tempo. ? Disse depois de pensar um pouco.

- Pensamento e momento têm algo em comum?

- Todos eles são passageiros, rápidos.

- Todo pensamento é passageiro e rápido?

- Todo momento é! Pensamentos também.

- Mas não existem pensamentos que persistem por anos e anos?

- É, você me pegou. Existem mesmo, desde o tempo dos Dinossauros!

- Dinossauros pensam, Mateus?

- Não sei lindinha, pensam?

- Eu lhe perguntei. E quem criou os dinossauros podia responder!

- E quem criou, sei lá... Ih, Silvia, isso é papo de religião, é?

- Não, acho que não. Então a gente não sabe quem criou os dinossauros.

- Acho que foi Deus então. Sei lá, não entendo isso bem não.

- Existe uma força criadora, né, Mateus, que move isso tudo?

- Deve haver, Silvia. Algo que une todos nós e tudo o que existe num mesmo timbre.

- Você está falando da sua guitarra, Mateus!

- Não, gatinha! É sério! Algo que vibra nos pensamentos, permite todos os momentos, cria todas as coisas. Não sei se há explicação pra isso.

- Você já pensou sobre isso, Mateus?

- Não lembro... Acho que nunca me dei ao trabalho. Mas se houver um regulador de tudo nesse mundo... Você já parou para pensar o que seria?

- Já sim, Mateus.

- E o que seria aquilo que regula, cria e desfaz todas as coisas e não-coisas? Quem seria(m) o(s) dono(s) dos princípios que regem o Universo?

- Diria que é o amor, Mateus.

- E o que é o amor, Silvia?

O sinal espalha-se pelos corredores...

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Natal, RN, Brazil
Eu não faço sentido, sou uma crase num ás de copas, uma tesoura sem ponta em meio à linhas de costura, uma flor sem pétalas perante às tropas. Eu faço sentido, de cabeça pra baixo com Cazuza no fone, três metros de fio dental e uma panela de brigadeiro transcendental.

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